quarta-feira, novembro 29, 2006


Eu era pai...
"Eu quero aqui dizer uma coisa. Há três meses eu era pai e agora já não sou. Eu andava entusiasmado com a ideia mas a minha namorada foi abortar o meu filho e nem me disse nada. Nós tínhamos uma relação muito boa e agora acabou tudo."J.D. Lisboa

Que sentido tem a vida?"A minha mãe abortou antes de eu nascer e abortou outra vez depois de eu nascer. Eu não sou católica nem nada disso mas desde que soube que a minha mãe abortou que eu me pergunto qual é o significado da vida. Afinal porque morreram os meus irmãos e não eu? Porque é que eu estou viva? Que sentido tem a vida?"S.R. Amadora

Aquele aborto destruiu-me a vida
"Eu tenho um filho e abortei outro. Desde aí a minha vida tem sido um inferno. Não há dia em que não pense nele e no que ele poderia ter sido e como poderia estar hoje comigo. Divorciei-me depois do aborto. Aquele aborto destruiu-me a vida."M.H. (Lisboa)

Voto Não!
VOTO NÃO! ENGRAVIDEI AOS 40 ANOS EM CIRCUNSTÂNCIAS BEM DIFÍCEIS. DECIDI PELO «SIM À VIDA». ASSUMI SOZINHA. TIVE APOIO DE AMIGOS E FAMILIARES, MAS NÃO DO PAI. LUTEI EM TRIBUNAL PELOS DIREITOS QUE LHE ASSISTIAM, INCLUINDO O DO RECONHECIMENTO DA PATERNIDADE POR PARTE DO PAI. VENCI.
HOJE TENHO UMA BELA RAPARIGA DE 12 ANOS. AINDA NÃO CONHECE O PAI, PORQUE ELE NÃO QUER, MAS TEM PELO MENOS OS DIREITOS LEGAIS ASSEGURADOS. É UMA MENINA SAUDÁVEL, BONITA, INTELIGENTE, FELIZ. NUNCA ME ARREPENDI! A MINHA FILHA É UMA JÓIA. SÓ ME TEM DADO ALEGRIA. FOI SEM DÚVIDA A MELHOR COISA QUE ME ACONTECEU NA VIDA! VALEU A PENA!DEIXO AQUI O MEU TESTEMUNHO, PORQUE PODERÁ ENCORAJAR OUTRAS MÃES EM CIRCUNSTÂNCIAS TAMBÉM ADVERSAS.DEIXO TAMBÉM A MINHA OPINIÃO:NÃO SOMOS DONAS DA VIDA. O SER HUMANO QUE GERAMOS TRANSCENDE-NOS. DEVEMOS DAR-LHE A OPORTUNIDADE DE VIVER. NUNCA PODEMOS SABER ANTES SE É BOM OU NÃO. QUANTAS VOLTAS A VIDA NÃO DÁ!O SER HUMANO COMEÇA QUANDO AS DUAS CÉLULAS MASCULINA E FEMININA SE JUNTAM. MESMO QUE TENHA ACONTECIDO SEM O DESEJARMOS CONSCIENTEMENTE. A PARTIR DESSE MOMENTO, JÁ ESTÁ LÁ TUDO! A PARTIR DAÍ, APENAS SE TRANSFORMA. MAS É SEMPRE O MESMO ATÉ AO DIA DA MORTE. E ESSE DIA NÃO DEVE SER DETERMINADO POR NÓS! M. T. C.

Pressão para abortar
Quando a minha mãe estava grávida do meu irmão mais novo (que actualmente tem 17 anos) houve qualquer problema com o feto ao que os médicos aconselharam a abortar, teve até que preencher uma declaração qualquer como se responsabilizava pelas deficiências que o bebé poderia trazer ou com os problemas que poderiam advir para a mãe.
O que é certo é que o parto correu perfeitamente e hoje o meu irmão está perfeito e de perfeita saúde. Está no 12ºano, é inteligente e tem uma vida em plenitude como a minha.
D. A. - Faro

Pressões...

Fiz umas radiografias aos pulmões com 3 semanas de gravidez sem saber que estava de bebé.
A obstetra que então me estava a seguir, entrou em pânico, dizendo que o bebé poderia ser um monstro, não ter braços ou pernas, para andarmos depressa "enquanto era tempo" e encaminhou-me para a "I.V.G." sem sequer me perguntar se eu queria. Perante a minha recusa persistente disse que eu iria arrepender-me mais tarde.
A minha filha nasceu óptima, saudável. Escapou de ter sido abortada por mera probabilidades e suspeitas.
Maria T. - Lisboa

Eu fiz um aborto: o agonizante "depois"
Eu fiz um aborto há 9 anos e meio atrás, com 16 anos de idade. Fazer um aborto causou-me uma dor muito grande e fiquei para sempre arrependida de não ter levado a criança ao seu termo...
O aborto propriamente dito foi traumatizante sob o ponto de vista emocional. Na maternidade fui posta numa sala perto de uma sala de partos onde ouvi uma mulher dar à luz. Quando estava a recuperar da anestesia, sonhei que o médico podia voltar a colocar a criança dentro de mim e gritei-lhe a pedir por favor que me devolvesse o meu bebé.
Não recebi aconselhamento posterior e ninguém me perguntou pelos meus sentimentos. Deixei o hospital a sentir-me desorientada e confusa.
Sofri enormemente no ano e meio posterior. Toda a vez que via um bebé lembrava-me naquele que tinha perdido e tinha um intenso sentimento de culpa.
Pouco depois do meu aborto vi fotografias de um feto de 10 semanas na revista Life, e fiquei aterrada quanto ao que tinha feito. Tive fantasias de ter fugido para o Hawai, quando estava grávida, para escapar à pressão que tinha para abortar.
Quando me licenciei estive hospitalizada durante alguns dias devido a uma cirurgia de pouca importância e vi uma rapariga de 15 anos que tinha acabado de dar à luz um bebé e o tinha entregue para adopção. Fiquei a remoer, "Porque é que não tive o meu bebé?" e quase que tive um esgotamento.
Nessa altura contei a um Padre a minha história e senti durante algum tempo alívio dos meus sentimentos de culpa. Depois disso fiz um grande esforço por esquecer toda a experiência recorrendo a todos os meios que pude, incluindo o abuso de drogas, para atenuar a minha dor.
O ano passado, quando fiquei grávida do meu filho e o senti mover dentro de mim toda a experiência voltou a tornar-se presente. Eu estava consciente de que estava a transportar outra pessoa dentro de mim e isso fez-me realizar completamente que tinha permitido que um filho meu tivesse sido morto dentro do meu corpo.
Comecei a ter pesadelos horríveis, insónia, sentimentos de dor e culpa intensa, e terror pelo que tinha feito.
Fiquei clinicamente em depressão, e a minha dor era de tal forma intensa que mal a podia suportar. A minha depressão piorou com o nascimento do meu filho e tive de procurar ajuda psiquiátrica.
Holly - (traduzido do Inglês)

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