quarta-feira, dezembro 13, 2006



O desafio dos Blogs “Évora pelo Não” e “Vida Alentejo” era mobilizar as energias da Região, construir uma estratégia de vitória e dar esperança às mulheres alentejanas. Entendemos que o fazemos melhor juntos. Por isso mudámos para


alentejopelonao.blogspot.com

Este será o blog do Movimento pró-vida “Alentejo pelo Não”, que nasceu ontem, em Évora, com pessoas dos Distritos de Évora, Beja e Portalegre. O que propomos é que o “Alentejo pelo Não” lance uma dinâmica de abertura à sociedade alentejana e que lidere um movimento para a construção de uma alternativa ao aborto para as mulheres do Alentejo.
Queremos convocar todos os alentejanos que estão disponíveis para ajudar a construir este projecto para o futuro do Alentejo. Que estão disponíveis para ajudar o “Alentejo pelo Não” a apresentar uma alternativa e a promover uma viragem cultural na nossa Região. Que estão disponíveis para participar neste movimento em promoção da Vida. O lançamento do Movimento de ontem contribuiu decisivamente para concretizar a convicção de necessidade de uma alternativa ao aborto.
É talvez tempo de dizer, vamos a isto!

segunda-feira, dezembro 11, 2006


O que dizem os médicos!

O director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Santa Maria, em Lisboa, e presidente do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos, Luís Graça, admite ao CM que os hospitais não têm meios nem devem funcionar para fazer abortos por opção da mulher.

“Os hospitais públicos não têm vocação para fazer interrupções de gravidezes. Existem para tratar os doentes. Além disso, não temos meios nem recursos para poder acorrer a esses casos e também não vou deixar de operar uma mulher com um tumor nos ovários para dar prioridade a outra mulher que não está doente, mas que quer abortar e não pode entrar em lista de espera.”

Aquele responsável diz não retirar o direito da mulher em abortar:

“A mulher pode ter esse direito, mas terá de suportar os custos, tal como já o faz no privado. Não devem ser os contribuintes a pagar.”

domingo, dezembro 10, 2006


Impressionante Testemunho de Mulher que abortou numa Clínica Espanhola
ACI, Novembro 2, 2006


La clínica abortista El Bosque de Madrid se sumó esta semana a la lista de centros sanitarios que realizan abortos tardíos ilegales en España. Una mujer asturiana reveló a la Asociación de Víctimas del Aborto (AVA) que hace 12 años fue ahí sometida a un aborto cuando tenía más de seis meses de gestación.

La mujer identificada como Lucía L. resultó embarazada a los 17 años de edad. “Por miedo a la reacción de mis padres no dije nada hasta que fue muy evidente. Mis padres y mi novio en un primer momento pensaron que era mejor que abortase y fuimos a una clínica en Asturias, me miraron y me dijeron que tenía un embarazo de 26 semanas, pero que no me preocupase, que todavía podía abortar, que había una clínica en Madrid, la Clínica el Bosque, que estaba especializada en hacer abortos cuando el embarazo está ya muy avanzado. La clínica de Asturias lo gestionó todo y al día siguiente tenía que estar en Madrid, para estar a las 8 de la mañana en ayunas en el centro y con 350 mil pesetas en efectivo”, recuerda.

La sometieron a una ecografía que ella no vio. Le dijeron que “no había problema con el aborto, que iba a ser como ‘sacarse una muela’, que de un aborto temprano a uno tardío solo cambiaba la técnica y el precio, nada más”.

“No nos explicaron nada más sobre el desarrollo fetal, el procedimiento, la duración de la operación, riesgos físicos y psicológicos, sólo que era con anestesia general y que era muy sencillo”, recordó.

Fue entrevistada por “una psicóloga que me dio unos test ya completados que yo tenía simplemente que firmar, me dijo que con eso justificaban el aborto. No cruzó ni una palabra más conmigo. Firmé y salimos de allí”.

Lucía fue anestesiada y no sabe lo que ocurrió. “Desperté en la habitación y tenía un gasa en la vagina, tenía suero y una sonda para la orina. Yo pensé que había pasado todo, pero de repente me toqué el vientre de forma instintiva y me di cuenta que mi hijo seguía conmigo. Le pregunté a mi madre que estaba allí que por qué no había terminado todo y me decía que estuviese tranquila, pero vi el pánico en su cara”.

El relato es estremecedor. Le introdujeron un gel para dilatar el cuello del útero. “Me hizo mucho daño, sacaba y metía la jeringuilla con mucha saña. Me incorporé un poco y veía salir sangre, yo lloraba y él me dijo en tono muy serio ‘O te estás quieta o vamos a estar todo el día’”.

“A la hora, empecé a sentir un dolor en los riñones, eran las contracciones, no me lo podía creer. Cada vez más intensas, era horrible, yo lloraba, gritaba diciendo que pararan todo, que no quería seguir, pero me decían que ya no se podía”, indicó.

“Unas horas después mi hijo salió y esto sucedió en la misma habitación, no les dio tiempo a bajarme a quirófano. Vi como la abortista se llevaba un bulto pequeñito en un plástico blanco, escuché una puerta y volvió. No sé cómo murió mi hijo, si lo mataron en el quirófano, o si nació vivo y lo dejaron morir después, no lo sé”, sostiene.

Según Lucía, “cuando todo acabó, pasé la noche sin poder dormir. Por la mañana me hicieron una ecografía para ver si quedaba algún resto pues si era así me tenían que volver a intervenir. No me dejaron ni ducharme pues no estaba incluido en el precio. Me dieron un café y me trajeron una medicación para las infecciones y para cortar la leche”.

La mujer confiesa que “desde los 17 a los 23 años lo olvidé todo, creo que era demasiado fuerte y mi mente lo bloqueó en un mecanismo de negación. En mi casa no se volvió a hablar de ello, ni con mi novio que ahora es mi marido. A los 23 años empecé a encontrarme mal, con ansiedad, depresión y trastornos de la alimentación, pero nunca lo achaqué al aborto, no reconocía que alguien había muerto aquel día. Con esa edad yo pensaba que si nacía mi hijo, éste era un bebé, pero que sino nacía, no era un ser vivo todavía y no podía creer que un médico fuese capaz de matar a alguien o de hacer algo que te perjudicara. Yo pensaba que si se podía hacer, el aborto no podía ‘estar mal’”.

Lucía relata que visitó psicólogos “desde los 23 años hasta los 28; ninguno supo decirme lo que me pasaba a pesar que yo siempre contaba lo del aborto. De repente, un día hablando con mi novio de la posibilidad de casarnos y ser padres, todo estalló: comprendí que habían matado a mi hijo y que se había muerto mi hijo”.

“Quise denunciar al centro de abortos El Bosque pero habían pasado 12 años y era imposible a pesar de ser un delito. Ojalá la Ley fuese más justa y se pudiese hacer algo”, indica.

JÁ ESTÁ NA RUA....


Plataforma Não Obrigada


quarta-feira, dezembro 06, 2006

Alentejo Pela Vida


Teve lugar em Évora, na Casa Cordovil – Largo da Porta de Moura 25 em Évora, uma reunião informal para debater o problema do Aborto.
Foi apresentado um interessante documentário sobre o tema, a que se seguiu um debate entre os participantes de que sairam algumas propostas:

- criar um grupo cívico a denominar “ Alentejo pela Vida”, englobando representantes de Beja, Évora e Portalegre;
-
- utilizar de imediato o blog existente
http://evorapelonao.blogspot.com para difundir a actividade do movimento;

- efectuar nova reunião na próxima Terça-feira , 12 de Dez, pelas 21:00h , no mesmo local, para escolha dos mandatários e distribuição das listas para assinaturas, bem como para definir estratégias.

O movimento pretende-se aberto a todas as pessoas que se sintam ligadas a este sentir de dizer SIM à Vida.

segunda-feira, dezembro 04, 2006


'Não' vai vencer na Pérola do Atlântico
Jardim diz que vai votar 'Não' no referendo ao aborto:
"Se a Constituição diz que a vida humana é inviolável, não percebo como se pode fazer um referendo sobre esta matéria", disse Jardim à margem da cerimónia de donativos da Fundação Social-Democrata da Madeira a várias instituições. E acrescentou: "considero que o referendo é inconstitucional, mas nós temos o Tribunal Constitucional que temos e não vale a pena bater em coisas que estão desprestigiadas"."Vou votar 'Não'", afirmou o governante madeirense, adiantando discordar também da forma como a questão será colocada no referendo. "O termo interrupção é ridículo porque só se interrompe uma coisa que vai ser continuada e aqui trata-se da destruição da vida humana", salientou. Jardim realçou igualmente que a palavra "interrupção", serve apenas para "deitar poeira nos olhos dos incautos".

por pedro guedes. Pela Vida

sexta-feira, dezembro 01, 2006

TESTEMUNHOS... 1



Muitos de voçês conhecem este texto.
Eu também já o li e reli milhões de vezes. Não consegui deixar de o publicar, quando hoje num jantar de jovens (18-21 anos), uma sobrinha minha ( Obrigada Mariana P.!) me falou nesta verdadeira "pérola" CONTRA O ABORTO! É de facto um testemunho real, emocionante, apaixonante e verdadeiro, acima de tudo! Mas o que mais me comoveu, e daí a razão da publicação, além do conteúdo, foi o empenho que vi na Mariana e nas amigas, a revolta delas contra a lei que querem fazer aprovar....

O quanto são a favor da VIDA! O quanto são CONTRA O ABORTO!

A si Bita, que tenho pena de não conhecer, obrigada por o seu testemunho. Não me leve a mal a publicação, mas não resisti a tamanha prova de amor, sensibilidade, e coragem!


PARABÉNS, BITA!






Olá,

Gostava de vos dar o meu testemunho...Tanto para os que me conhecem melhor e já sabem um pouco da minha vida,...e para os que não, passo a explicar...
Tenho 36 anos e sou mãe de 3 crianças. Uma de 11, outra de 6 e a última de 2. A última nasceu com Trissomia 21 (síndrome de Down - vulgo Mongolismo).Soubemos no ínicio da gravidez, o que nos fez passar por determinadas situações dolorosas, difíceis e muito "estranhas"....
Este tornou-se um assunto para mim "delicado" e incrível. Sempre fui leve em relação ao assunto do aborto, até me ver na situação.
Como já disse, nós soubemos da deficiencia da nossa filha Leonor às 16 semanas de gravidez. Foi um enorme choque, como devem calcular...Imediatamente após a notícia, foi-nos IMEDIATAMENTE comunicadopelo médico que poderiamos abortar e teriamos de decidir até às 24 semanas...
Por lei eu podia "abortar".De repente, sem mais nem menos, estava nas minhas mãos a vida de alguém...o que quer que eu decidisse a lei apoiava-me, tal como maioria da sociedade...é desconcertante este sentimento...poder "anular" uma vida à vontade, sabendo que toda a gente me entende e apoia (mesmo que não concorde).Tudo isto porque ela não é normal...é diferente, tem um atraso mental que nunca a vai deixar tirar um curso superior, casar e ter filhos...por estas razões eu posso matá-la.
A sociedade apoia, paga e assina por baixo!!!
Achámos (Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes (e não nós - Pais - como muita gente acha).
A felicidade é relativa e não passa obrigatoriamente por cursos superiores nem casamentos. Além de que, aprofundando o assunto,estas crianças mongloides são tão maisdescomplicadas que naturalmente são felizes. Fiquei radiante quando me apercebi e conscientalizei-me que dos meus 3 filhos uma já ía ser feliz...os outros dois ainda tinha muito que os ajudar...e isso deu-me imenso conforto!!
A mongloide era certamente a feliz!!!
Que bom e maravilhoso ter essa certeza. Quantos de vocês tem essa segurança em relação aos vossos filhos ditos normais?
Bom, isto tudo para dizer, que apesar de não desejarmos uma criança deficiente, não querermos, não nada, nunca (apesar de neste caso a lei dizerque sim) pensámos em matá-la!
Além de matar, viver uma vida de família em cima de uma morte seria muito duro para nós, e uma grande cobardia em relação aquela criança na minha barriga que não pediu NADA.

Com olhos em bico ou não, mais lenta ou não, Eu não posso matar a minha filha!!!

NÃO TENHO ESSE DIREITO, independentemente de haver quem ache que sim.

A minha vida vai mudar? Sim
Vou estar enfiada em terapias? Sim
O coração dela está bem? não sei
Os outros orgãos? Não sei
Ouvirá bem? não sei
Verá bem? não sei

Vocês sabem antes dos vossos filhos nascerem?

Têm certezas?
A partir desse momento e desses meses, a história do aborto tornou-se tão clara para mim que gostava que lessem para ver se concordam...
Estou um pouco cansada destes mail's todos muito técnicos (apesar de válidos) cheios de leis e palavras dificeis quando no fundo tudo se trata de RESPEITO À VIDA.
Se é das 10 semanas ou 12 ou 24.
Se é despenalizar ou liberalizar, se é PSD, PP, PS, ou Bloco, se, se, se... A pergunta que nos vão fazer é, (esqueçam o que os a favor chamam "despenalização" e os contra "liberalização"):
Qualquer mulher (pobre ou rica, com ou sem problemas) se não quer ter um filho pode matá-lo até às 10 semanas de idade?

Sim ou não?

Podem ou não?

Comecei a pensar...há tanta gente que tem pena destas mulheres...eu também tenho....elas não queriam engravidar....não têm dinheiro...não têmcasa....são drogadas...têm 15 anos...qual a solução?
Matar o filho, claro!
É efectivamente uma solução, que tanta gente apoia e está pronta a pagar essa morte do seu próprio bolso.Lembrei-me depois, no seguimento deste raciocínio, que há outras mães nessas condições....
....lembram-se da mãe da Joaninha? Aquela mãe que matou a filha de 5 anos e que está presa? e que Portugal INTEIRO se revoltou contra ela???
Mas ela, coitada, também não tinha condições de ter a Joaninha...perdeu o emprego, não conseguia ajudá-la...e achou que para ela ter uma vida assim,mais valia matá-la, no fundo era um acto de amor e proteger a sua filhota desofrer.... E dentro do mesmo contexto, achou bem.
Matou-a, provavelmente ela não deu por nada, tal como os bébés na barriga, e acabou-se o problema. São 2 casos identicos, mas as vocês reagem de maneira diferente....é engraçado....num revoltam-se...noutro, ainda estão a pensar nas pobres mãesque não os podem criar.

QUAL É A DIFERENÇA????A diferença é que vocês viram a cara da Joaninha na TV, sentiram-se "atingidos e sensibilizados" e o bébé de 10 semanas não o viram. É mais fácil matar quem não se conhece a cara. É cobardia. O coração bate em ambas.Pensem bem...2 mães que matam os seus filhos pela mesma razão.
Exactamente.
Uma pode e deve ir para a cadeia....outra nem pensar...coitadinha.
Além de que isto tudo é secundário. A mãe, lamento, não está em causa no referendo ao contrário do que nos impigem.
O que está em causa é o filho.
Pode-se matar ou não? É sobre ele que vamos decidir.
Há quem lhe chame "despenalização", eu (Bita) chamo MATAR.
Vocês consideram que a vida de um ser humano tem valor menor do que a dignidade da mãe? Acaso assassinar a um ser humano inocente e indefeso não seria um crime maior do que o estrupo sofrido pela mãe?

Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem particular obrigação de o proteger e defender .

Meus queridos amigos, gostava para quem ainda não pensou no assunto,pensasse.
Vamos brevemente decidir sobre a ética do nosso País. Sobre se podemos ou não abortar livremente até às 10 semanas. Segundo alguns quase toda aEuropa já aborta, matando as suas crianças....só Portugal é que está atrasado.
Fico radiante de o nosso atraso ser bom em algumas situações. E tal como fazemoscom os nossos filhos, dos colegas da escola devemos copiar os bons alunos enão os maus. Temos de saber o que devemos trazer de exemplo da Europa e o que NÃO DEVEMOS copiar. Além de que muitos deles já estão arrependidos das decisões tomadas mas agora é tarde demais para voltar atrás. Nós é que estamos SUPER ATRASADOS!!!
Votem contra a morte!

Não se abstenham, é uma vergonha.
Na dúvida, escolham a VIDA!Tenham tomates para dizer a vossa opinião em público.
E mais, acabou-se o modernismo de "eu sou contra, mas cada um sabe de si".

NÃO!

Se é contra explique e convença os outros.
Abra-lhes a mente.
Vocês têm essa obrigação, de ajudar os indecisos e quem não vê nem entende a entender.E não metam isto nas mãos dos católicos. Este assunto da vida tem a ver comBudistas, Católicos, Ateus, etc...é um assunto de ética moral da mais simples...desde que nascemos que aprendemos:

- NÃO SE MATA! MATAR É MAU!!!!

Chega de estar tudo no seu canto a opinar e os políticos a decidir se matamos ou não os nossos filhos.
E vocês Pais (homens) , mais do que ninguém, falem!
Alguém vos perguntou se podem matar os vossos filhos? Vocês nem têm voz.
A mulher decide tudo sozinha! (coitadinha) ~
Desculpem se me exalto na escrita, mas realmente acho que andamos todos a brincar às leis e com a vida das pessoas...

bjs Bita

Aborto: NÃO! Porquê?


Aborto: NÃO! Porquê?

O aborto é uma questão actual. Em breve, em Portugal, realizar–se–à um referendo relacionado com este mesmo: concorda com a despenalização da prática abortiva até às dez semanas de gestação? A pergunta, na minha maneira de ver, susceptível de confusões, serve, no entanto, para dar início à exposição da opinião de alguém que sozinha pouco pode fazer, mas que, em conjunto com todos os que comigo concordem, muito pode evitar.
Em primeiro lugar, revela–se fulcral mencionar a indubitável complexidade do assunto sobre o qual me estou a debruçar. De facto, são várias as razões que levam alguém a defender uma posição favorável quanto ao tema em questão, tal como, contrariamente, muitos são os motivos que desembocam numa atitude contra, sem margem para dúvidas. Há ainda, não esquecendo de que frisá–lo é indispensável, aquelas opiniões confusas, que carecidas de esclarecimento e boas definições, levam a que muitos pendam para uma imagem defensora do aborto, simultaneamente, à posse de uma posição negativa relativamente à questão, onde é impensável que tal ideia sequer se suponha.
Pois bem, na minha opinião, o aborto demonstra–se um tema, acima de tudo, moral. Neste ponto, não há partidos políticos a falar mais alto; não existem esta ou aquela culturas com esta ou aquela posições; carece–se da ideia, seja ela de origem étnica, nacionalista, ideológica ou religiosa, de que uns merecem viver menos (ou não viver) em relação aos outros. Apresentando–me, talvez, um pouco pragmática, mas, acho, correcta, defendo que qualquer pessoa que pense logicamente, que goste o suficiente de existir e que tenha a capacidade de valorizar a oportunidade que lhe foi dada de viver, reconhece que todos os seres humanos têm o direito à vida, em igual posição. E, é neste ponto, que entra a moral de cada um. Qualquer pessoa minimamente sensata e com valores bem definidos, aqui introduzo o factor axiológico (e não me digam que estou a primar os “meus valores”, dado que, o direito à vida é um direito inviolável), não concorda com a prática de um aborto, quando este se apresenta como única solução para uma atitude provocada pela mesma.
Reconheço que são poucas, ou nenhumas, as mulheres que levam a cabo um aborto de ânimo leve e que vivam, posteriormente, sem sequelas. Tenho a certeza de que, muitas vezes, as mulheres, aparentemente, se vêem sem saída e, por isso, tenham de optar por um aborto. Sei que, mesmo que a lei, no nosso país, se mantenha como está, se vão continuar a fazer abortos clandestinos e que estes, tal como o nome alerta, carecem, geralmente, de segurança, higiene, garantias, provocando danos irreparáveis e até mesmo mortes. Possuo a noção, ainda, de que, embora na altura de abortar, as mulheres tenham coragem para fazê–lo, muitas sofrem eternamente pela opção que tomaram e se questionam de como seriam as suas vidas, caso não o tivessem feito. Sei ainda que, em vez de abortarem, algumas mulheres dão à luz e, maltratam os seus filhos ou, pura e simplesmente, abandonam–nos em casas de banho públicas ou em contentores do lixo.
Porém, e colocando tudo o que foi referido num “dos pratos da balança”, digo que, seguidamente, apresentarei argumentos, além daquele que antes indiquei (acerca da moralidade individual), que serão postos “no outro prato”.
Primeiro, gostaria de perceber em que critério se baseiam aqueles que defendem a despenalização do aborto até às dez semanas, já que, no meu ingénuo lugar de defensora do NÃO gigante ao aborto, penso que não há diferença entre um ser com três, cinco, oito, dez ou doze semanas, tal como não o há, no ponto de vista de dignidade humana e direito à vida, entre um bebé de três meses, uma criança de cinco anos, um adolescente de dezasseis, um adulto de quarenta ou um idoso de noventa. A diferença entre estas pessoas rege–se nas diferentes gerações entre si, nos anos de nascimento distintos que registam nos seus bilhetes de identidade, nos seus nomes, experiências, nacionalidades, etnias, cor de olhos, altura, etc, etc, etc. Quanto ao facto de serem pessoas e de, como tal, merecerem viver, não têm de constar diferenças. Está provado, cientificamente, que a partir do momento em que há a união do óvulo com o espermatozóide, (e se o há, é porque Deus também o Quis. Mas este comentário não passa disso mesmo, de um comentário, pessoal e testemunho da minha fé e que em nada mudaria a minha posição se não existisse), há vida e se há vida, não existe motivo algum, pessoa nenhuma e lei qualquer que possam ou devam autorizar um aborto, quando essa vida não tem culpa de ter sido gerada, quando essa vida não tem hipótese de se exprimir quanto ao que pretende e, sobretudo, quando essa vida é isso mesmo, uma vida, no seu início claro, mas uma vida semelhante ao que todos nós já fomos, por onde todos começámos. Perdoem–me a minha ignorância, mas não atinjo o ponto que alguns defendem quanto ao facto de um ser humano só o ser quando troca o líquido amniótico pelo oxigénio, por exemplo. Por favor, não pensem que estou a ter uma atitude extremista e que só quero entender um lado, pois isso não é verdade. Só não me entra na cabeça a barreira que conseguem impor entre um embrião, um feto, um bebé, uma criança, e por aí adiante, só porque os dois primeiros não estão ainda formados. Contudo, por essa lógica, também uma criança não o está quando comparada com um adulto. Um ser humano está em constante mutação e não é isso que o torna menos ser humano.
Por outro lado, e plenamente consciente de que, muitas vezes, uma gravidez surge inesperada e involuntariamente, acho que a maturidade é algo que, embora custe assumir, tem de ser assumida em todas as circunstâncias, não apenas só quando convém. É certo, os azares acontecem e porquê prejudicar–me a mim e a outros em meu redor, por uma gravidez que nada de intencional teve? Mas e porquê tirar a vida, impedir de crescer, MATAR, alguém que, na altura, “não calha”?!
Dizer sim à despenalização do aborto até às dez semanas significa banalizá–lo num sentido pendente, não para que este se comece a fazer de consciência leve, mas sim para que seja um acto que, pelo menos, a nível legal, não trará consequências negativas e ao nível social, gradualmente, se aceitará cada vez melhor. Infelizmente, é isso que importa para muitos.
Remetendo–me, agora, a um outro factor determinante que nos levará a manter uma opinião negativa, bem firme, aquando falando do aborto, podemos evidenciar que há muitas mulheres a não conterem em si mesmas a noção do que é fazer um aborto, nem de qual a intensidade que isso acarreta. Com a despenalização do aborto, as mulheres colocarão, num primeiro patamar, com muito menos dúvidas e receios, a sua intenção abortiva, dado esta já não ser punível por lei, em detrimento de uma atitude que privilegia o assumir das responsabilidades e o primado da vida de um ser que um dia será como qualquer um de nós é. Se a lei não o proibir, por que razão haverão as pessoas de se culpar? Progressivamente, o aborto será um acto bastante mais banal do que hoje o é e, as pessoas arrepender–se–ão por não o ter feito e não por tê–lo feito.
Não, não estou a encabeçar uma face hiperbólica, mas sim, e bem pelo contrário, realista e certa. A despenalização do aborto conduzirá à sua liberalização, no âmbito de que, ao ser legal, se pense num grau bem menor quanto a tal acção. Imaginem–se, desta forma, mentes de meninas grávidas, muitas das vezes sem condições e em pânico perante um futuro com uma criança nos braços, ao saberem que podem abortar num local seguro e que não existirão consequências, de determinada forma, nenhumas, se o fizerem. As tais “meninas grávidas” nem vão pensar duas vezes. Optarão pela, à partida, opção mais fácil, sem terem maturidade para tamanha decisão e, muitas delas, perpetuamente, apresentarão danos psicológicos irreversíveis. Assustador, não é?!
Pois bem, os argumentos expostos, assim como, muitos outros, provam a indubitabilidade de como “o prato” do “não à despenalização do aborto” pesa bem mais do que o outro. É um dado que os abortos se continuarão a fazer, e de formas que expõem as mulheres a inúmeros perigos; no entanto, ponderando os dois lados, não há duvidas que as consequências de se legalizar o aborto serão bem piores.
Com tudo o mencionado, não quero realçar que não manifesto tolerância por uma opinião avessa à minha. Aliás, ao ser um assunto, acima de tudo, moral, tenho de admitir que não tenho o direito (embora com muita pena minha) de impor o modo indignado com que vejo o aborto legal. A minha maneira de ver o aborto não tem necessariamente de ser semelhante à da restante população portuguesa. A minha moral impede–me, estritamente, de compreender o acto de abortar, quando o acto de engravidar não foi consequente de, por exemplo, uma violação, ou a gravidez não é um indício de perigo para a vida da mãe.
Concluindo, e realçando, novamente, a minha ingenuidade, e, talvez, um certo tendencialismo utópico, em apenas uma ou duas soluções que encaro como alternativas ao aborto, sublinho que se eduque a sociedade num sentido que defenda que uma gravidez impertinente, inoportuna, indesejada, chamem–lhe o que quiserem, não tem de desembocar num aborto. Efectivamente, há muitas pessoas sem posses nem condições para assumir mais um filho, quando já têm tantos a viver, ou melhor, a sobreviver, na miséria. Mas o dinheiro que se empregará na construção de instalações precisas à prática de abortos legais, pode ser, em vez disso, utilizado em ajudas a essas famílias. Ou ainda, em criar modos, muito menos burocráticos, de adopção, permitindo que as mulheres que têm os bebés e não tem possibilidades de os criar decentemente, os entreguem a casais que desejam incessantemente um filho e que, por sua vez, não o conseguem ter. Assim, evitar–se–iam abandonos. Deste modo, o número de menores em orfanatos decresceria. E, também, a pedofilia seria algo provocador de muito menos dores de cabeça. Vamos admitir, um pouco de ironia é sempre pertinente.
Caminhe–se numa sociedade que não aponta o dedo a uma rapariga de quinze anos grávida, mas que, inversamente, desenvolve e aposta em métodos, outros e diferentes, que evitem que isso seja uma constante no nosso quotidiano. Em relação às que já têm bebés, vamos esforçar–mo-nos em mostrar–lhes como foram corajosas em terem assumido os seus actos e que, apesar do sucedido ter sido e seja tudo excepto oportuno e que tudo na vida tem saída, além, logicamente, da morte e do acto de matar alguém. Há que reconhecer e ajudar as instituições que desde há muito tempo levam a cabo a valiosa acção de ajudar estas mães. Deixemos que o seu grito de apoio ecoe por todas as mulheres, que delas precisam, o ouçam. Não deixemos que o aborto se torne um meio contraceptivo ou uma solução para um “aconteceu”. Não admitamos a banalização de algo que é crime, porque abortar é matar. Isso é certo. Por essa razão, vamos ajudar a que este deixe de ser a alternativa escolhida. Não me digam que não existem formas de o fazer, visto que há sempre formas de fazer prevalecer uma vida em face da morte. E um bebé dentro da barriga da mãe é isso mesmo: um tesouro, uma vida única, sem ter o poder de escolher, mas com o direito de viver.



Ana Margarida da Fonseca Mendonça Lopes - 18 anos - Aluna do 1º ano de Direito - Universidade Nova de Lisboa

quinta-feira, novembro 30, 2006

Temos Pena.... Mas vais perder!!!


O primeiro-ministro já anunciou que irá participar na campanha do referendo sobre o aborto, defendendo o «sim».

Nós já estamos em campanha..... VOTA N Ã O !


A campanha irá decorrer entre 30 de Janeiro e 9 de Fevereiro.

PSD vai organizar conferência sobre o tema do Aborto

Marques Mendes votará «não» no referendo ao aborto

O líder do PSD, Luís Marques Mendes, disse hoje que irá votar «não» no referendo sobre o aborto a 11 de Fevereiro e anunciou que o partido irá organizar uma conferência nacional sobre esta questão .


«Vou votar «não» neste referendo, tal como votei no referendo anterior. Não vejo razões para mudar de opinião e considero que a actual lei é equilibrada», afirmou o líder do PSD, partido que não tem uma posição oficial sobre a despenalização do aborto.
Um dia depois de o Presidente da República ter anunciado a convocação do referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) para o dia 11 de Fevereiro de 2007, Marques Mendes divulgou a única iniciativa que o partido vai realizar no âmbito da campanha para a consulta popular.
«O PSD vai promover, no próximo dia 20 de Janeiro, uma conferência nacional sobre a questão da interrupção voluntária da gravidez», anunciou o líder social-democrata, que falava aos jornalistas numa conferência de imprensa realizada na sede nacional do partido.
Uma conferência nacional que o PSD pretende que seja «na prática, um debate aberto às várias posições em presença, reunindo especialistas de diversas áreas e de vários quadrantes políticos», destinado à promoção de um maior esclarecimento público de uma matéria «da consciência individual de cada um».
«Esta iniciativa é promovida pelo PSD, mas terá um carácter despartidarizado. Somos autores da ideia, mas queremos concretizá-la de forma aberta e plural», salientou, apelando à participação do maior número de pessoas num debate que os sociais-democratas pretendem que seja «sereno e rigoroso».
Lusa

quarta-feira, novembro 29, 2006


Eu era pai...
"Eu quero aqui dizer uma coisa. Há três meses eu era pai e agora já não sou. Eu andava entusiasmado com a ideia mas a minha namorada foi abortar o meu filho e nem me disse nada. Nós tínhamos uma relação muito boa e agora acabou tudo."J.D. Lisboa

Que sentido tem a vida?"A minha mãe abortou antes de eu nascer e abortou outra vez depois de eu nascer. Eu não sou católica nem nada disso mas desde que soube que a minha mãe abortou que eu me pergunto qual é o significado da vida. Afinal porque morreram os meus irmãos e não eu? Porque é que eu estou viva? Que sentido tem a vida?"S.R. Amadora

Aquele aborto destruiu-me a vida
"Eu tenho um filho e abortei outro. Desde aí a minha vida tem sido um inferno. Não há dia em que não pense nele e no que ele poderia ter sido e como poderia estar hoje comigo. Divorciei-me depois do aborto. Aquele aborto destruiu-me a vida."M.H. (Lisboa)

Voto Não!
VOTO NÃO! ENGRAVIDEI AOS 40 ANOS EM CIRCUNSTÂNCIAS BEM DIFÍCEIS. DECIDI PELO «SIM À VIDA». ASSUMI SOZINHA. TIVE APOIO DE AMIGOS E FAMILIARES, MAS NÃO DO PAI. LUTEI EM TRIBUNAL PELOS DIREITOS QUE LHE ASSISTIAM, INCLUINDO O DO RECONHECIMENTO DA PATERNIDADE POR PARTE DO PAI. VENCI.
HOJE TENHO UMA BELA RAPARIGA DE 12 ANOS. AINDA NÃO CONHECE O PAI, PORQUE ELE NÃO QUER, MAS TEM PELO MENOS OS DIREITOS LEGAIS ASSEGURADOS. É UMA MENINA SAUDÁVEL, BONITA, INTELIGENTE, FELIZ. NUNCA ME ARREPENDI! A MINHA FILHA É UMA JÓIA. SÓ ME TEM DADO ALEGRIA. FOI SEM DÚVIDA A MELHOR COISA QUE ME ACONTECEU NA VIDA! VALEU A PENA!DEIXO AQUI O MEU TESTEMUNHO, PORQUE PODERÁ ENCORAJAR OUTRAS MÃES EM CIRCUNSTÂNCIAS TAMBÉM ADVERSAS.DEIXO TAMBÉM A MINHA OPINIÃO:NÃO SOMOS DONAS DA VIDA. O SER HUMANO QUE GERAMOS TRANSCENDE-NOS. DEVEMOS DAR-LHE A OPORTUNIDADE DE VIVER. NUNCA PODEMOS SABER ANTES SE É BOM OU NÃO. QUANTAS VOLTAS A VIDA NÃO DÁ!O SER HUMANO COMEÇA QUANDO AS DUAS CÉLULAS MASCULINA E FEMININA SE JUNTAM. MESMO QUE TENHA ACONTECIDO SEM O DESEJARMOS CONSCIENTEMENTE. A PARTIR DESSE MOMENTO, JÁ ESTÁ LÁ TUDO! A PARTIR DAÍ, APENAS SE TRANSFORMA. MAS É SEMPRE O MESMO ATÉ AO DIA DA MORTE. E ESSE DIA NÃO DEVE SER DETERMINADO POR NÓS! M. T. C.

Pressão para abortar
Quando a minha mãe estava grávida do meu irmão mais novo (que actualmente tem 17 anos) houve qualquer problema com o feto ao que os médicos aconselharam a abortar, teve até que preencher uma declaração qualquer como se responsabilizava pelas deficiências que o bebé poderia trazer ou com os problemas que poderiam advir para a mãe.
O que é certo é que o parto correu perfeitamente e hoje o meu irmão está perfeito e de perfeita saúde. Está no 12ºano, é inteligente e tem uma vida em plenitude como a minha.
D. A. - Faro

Pressões...

Fiz umas radiografias aos pulmões com 3 semanas de gravidez sem saber que estava de bebé.
A obstetra que então me estava a seguir, entrou em pânico, dizendo que o bebé poderia ser um monstro, não ter braços ou pernas, para andarmos depressa "enquanto era tempo" e encaminhou-me para a "I.V.G." sem sequer me perguntar se eu queria. Perante a minha recusa persistente disse que eu iria arrepender-me mais tarde.
A minha filha nasceu óptima, saudável. Escapou de ter sido abortada por mera probabilidades e suspeitas.
Maria T. - Lisboa

Eu fiz um aborto: o agonizante "depois"
Eu fiz um aborto há 9 anos e meio atrás, com 16 anos de idade. Fazer um aborto causou-me uma dor muito grande e fiquei para sempre arrependida de não ter levado a criança ao seu termo...
O aborto propriamente dito foi traumatizante sob o ponto de vista emocional. Na maternidade fui posta numa sala perto de uma sala de partos onde ouvi uma mulher dar à luz. Quando estava a recuperar da anestesia, sonhei que o médico podia voltar a colocar a criança dentro de mim e gritei-lhe a pedir por favor que me devolvesse o meu bebé.
Não recebi aconselhamento posterior e ninguém me perguntou pelos meus sentimentos. Deixei o hospital a sentir-me desorientada e confusa.
Sofri enormemente no ano e meio posterior. Toda a vez que via um bebé lembrava-me naquele que tinha perdido e tinha um intenso sentimento de culpa.
Pouco depois do meu aborto vi fotografias de um feto de 10 semanas na revista Life, e fiquei aterrada quanto ao que tinha feito. Tive fantasias de ter fugido para o Hawai, quando estava grávida, para escapar à pressão que tinha para abortar.
Quando me licenciei estive hospitalizada durante alguns dias devido a uma cirurgia de pouca importância e vi uma rapariga de 15 anos que tinha acabado de dar à luz um bebé e o tinha entregue para adopção. Fiquei a remoer, "Porque é que não tive o meu bebé?" e quase que tive um esgotamento.
Nessa altura contei a um Padre a minha história e senti durante algum tempo alívio dos meus sentimentos de culpa. Depois disso fiz um grande esforço por esquecer toda a experiência recorrendo a todos os meios que pude, incluindo o abuso de drogas, para atenuar a minha dor.
O ano passado, quando fiquei grávida do meu filho e o senti mover dentro de mim toda a experiência voltou a tornar-se presente. Eu estava consciente de que estava a transportar outra pessoa dentro de mim e isso fez-me realizar completamente que tinha permitido que um filho meu tivesse sido morto dentro do meu corpo.
Comecei a ter pesadelos horríveis, insónia, sentimentos de dor e culpa intensa, e terror pelo que tinha feito.
Fiquei clinicamente em depressão, e a minha dor era de tal forma intensa que mal a podia suportar. A minha depressão piorou com o nascimento do meu filho e tive de procurar ajuda psiquiátrica.
Holly - (traduzido do Inglês)

DO PORTUGAL MAIOR ATÉ AO PORTUGAL MENOR





O Presidente passa de cooperador estratégico a cúmplice estratégico. Mas se assim fôr, há que ir à luta e lutar pela vitória do "não". Já agora: tenciona o Presidente informar o país acerca do seu sentido de voto? E, em caso afirmativo, quando?

segunda-feira, novembro 27, 2006


VOTE NÃO NO REFERENDO
AO ABORTO

sábado, novembro 25, 2006


MÃE


SEM NOME

Era tão pequeno,
que ninguém o via.
Dormia, sereno,
enquanto crescia.
Sem falar, pedia
-porque era semente-
ver a luz do dia,
como toda a gente.
Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.

Foi sacrificado
enquanto dormia.
Esterilizado
com toda a mestria.
Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca,
- tratado, parece,
qual bicho na toca.

Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu: «-Querido...»
Não disse: «-Mamã...»
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo, no encalço
do abraço distante.

Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.
Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas,
nem soube que havia.
Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.
Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão,
à espera de um doce.
Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços,
e flores e poentes,
E peixes e feras
- as hoje viventes
e as de antigas eras.

Não soube do mundo.
Não viu a magia.

Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a mestria:

Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exactas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
(o destino inteiro...)

- porque uns socialistas
nasceram primeiro.


-- Renato de Azevedo


FAZ PENA
Pedro Vassalo
Faz pena assistir ao debate sobre o aborto. Faz pena que o Partido Socialista não perceba que, mais uma vez, anda a reboque do Bloco de Esquerda. Faz pena que o PCP qualifique todos os que, pela simples razão de se manterem firmes nas suas convicções, são arrogantes e hipócritas. Faz pena que não se lembrem que também eles, os comunistas, por pensarem o que pensam já foram no passado acusados das coisas mais inconcebíveis. Faz pena que os que defendem a discriminação até às 10, ou 12 semanas não digam que a partir das 10 semanas e um dia, ou das 12 semanas e um dia a mãe que pratica o aborto é afinal, para eles, uma criminosa. Faz pena que não tenham a honestidade de dizer quem perde horas de sono, oferece fins de semana, recebe crianças em casa e apoia de facto famílias em necessidade, são os mesmos que não apoiam a legalização do aborto. Faz pena que tragam Deus à conversa, quando afinal se trata apenas de saber se um feto é ou não vida humana. Faz pena que o argumento utilizado é apenas que “em toda a Europa” o aborto já é permitido, como se tudo o que viesse da Europa fosse um dogma a ser aceite sem reservas. Faz pena que quem quer a legalização do aborto não aceite discutir, ou afirmar sem tibiezas quando afinal começa a vida, porque a questão não é somenos importância. Faz pena que não percebam que afinal é preciso um critério legal para definir o início da vida. Faz pena que não reconheçam que se afinal “aquilo” é vida, então não pode ser eliminada. Faz pena que não percebam que uma coisa é condenar o acto, outra é condenar quem o pratica porque, por vezes, parece não haver outra solução. Faz pena que não ouçam quem defende para as mães que abortaram não necessariamente a prisão, mas a formação e o apoio efectivo. Faz pena que não entendam que ninguém pode impedir um outro de nascer. Faz pena ouvir que se ninguém pode obrigar ninguém a ter um filho, o que é verdade, já se aceita que a mãe obrigue o filho a não nascer. Faz pena que o único consolo que têm para oferecer a uma mãe em dificuldades é que pode “desembaraçar-se do filho” de forma higiénica e barata. Faz pena que não digam que afinal é bom viver, independentemente da vontade dos progenitores. Faz pena o descrédito do deputados na felicidade de alguém que teve o azar de não ser desejado. Faz pena que não conheçam mais crianças adoptadas, porque perceberiam que o destino de alguém não desejado não tem que ser, forçosamente, o caixote de lixo. Faz pena verificar que quem é geneticamente deficiente é mal aceite na sociedade. Faz pena que os deputados deste país não exijam maiores apoios às mães em dificuldades. Faz pena constatar que os deputados da esquerda apoiam o mais forte contra o mais fraco. Faz pena que não exijam mais educação/ formação. Faz pena constatar que existem mães empurradas a rejeitar filhos porque nunca há dinheiro para a família. Faz pena pensar que se o resultado do referendo tivesse sido outro, os que agora pedem a sua repetição não o consentiriam.
E os hipócritas somo nós!

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